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Respeitem o Nordeste !

há 2 dias
3 min de leitura

Preconceito e xenofobia marcaram as eleições deste ano no Brasil; tendo o Nordeste e seu povo como alvo principal.



O Nordeste brasileiro foi alvo, nesta eleição de 2026, de ataques de homofobia e discriminação. Cerca de 27 milhões de mensagens hostis a essa importante região foram postadas nas redes sociais por pessoas de outras regiões ao término do primeiro turno. É importante lembrar a esses “doentes mentais” que, antes de postarem qualquer coisa sobre o Nordeste, procurem conhecer profundamente essa região, seu povo, sua riqueza e suas tradições. Todo esse preconceito advém dessa extrema direita, que norteia o bolsonarismo, e não da direita tradicional que conhecemos.


O bolsonarismo é um mal que o tempo cura, porque tudo passa. O regime deles tem como base as maiores ditaduras de que temos conhecimento, a exemplo das ditaduras de Mussolini, na Itália, e de Hitler, na Alemanha, na década de 1930, dentre outras. Todos esses ditadores foram eleitos pelo povo. Após a eleição, traíram quem os elegeu e deram início a milhares de atrocidades contra seu povo e ao desmonte do Estado.

Flávio Bolsonaro, se tivesse sido eleito presidente da República do Brasil, tencionava fazer o mesmo. Ele, para começo de história, disse que iria “redemocratizar o país”. Para tanto, mexeria com a Constituição. Chegou a afirmar que elegeu a maioria dos parlamentares no Congresso Nacional, o que, segundo ele, permitiria implantar tais mudanças. Certamente recorreria a um golpe, a começar por promover o indulto a seu pai, a Daniel Vacaro e a seus amigos envolvidos no episódio de 8 de janeiro de 2023.



Flávio, durante a campanha, defendeu o fim da reeleição para presidente da República, uma vez que iria prorrogar o próprio mandato, que, segundo um de seus assessores, teria oito anos de duração, tempo suficiente para que seu pai pudesse retornar ao poder.

Após perder a eleição e não reconhecer a vitória do presidente Lula, que obteve, no segundo turno, 4 milhões e 400 mil votos a mais que ele, Flávio “Rachadinha”, com medo de ser preso por envolvimento no caso do advogado Willer Thomas, fugiu do país na madrugada de 26 de outubro de 2026 para os EUA, usando a rota da Argentina, com apoio do “louco do Milei”, pseudopresidente daquele país, que também não reconheceu a vitória de Lula.


Donald Trump, presidente dos EUA, fez o mesmo ao dizer que achava que a eleição brasileira havia sido fraudada, sem apresentar provas. No entanto, afirmou que não se envolveria, pois governava os Estados Unidos da América, e que gostava de Lula.

Voltando a falar sobre o Nordeste, é importante frisar que o “gado bolsonarista” é antipetista e antilulista. Por essa razão, seus integrantes resolveram hostilizar os nordestinos, como se eles não tivessem o direito de escolher seu candidato e devessem concordar com o candidato deles. A região possui mais de 54 milhões de habitantes e um PIB (Produto Interno Bruto) que corresponde a 13% do total do país. É, ainda, uma potência em energia renovável e oferece uma contribuição imensa à ciência, à economia e à cultura.

O nordestino não precisa provar seu valor para quem o despreza. Porém, quem insistir em diminuí-lo precisa se inteirar dos fatos. Senão, vejamos: as obras e edificações de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, em sua maioria, contaram com a mão de obra do povo nordestino, recrutado como mão de obra barata para esse tipo de trabalho. Eles vinham aos montes em caminhões pau de arara, a partir da década de 1940.

Em São Paulo, eram tratados como “baianos”; no Rio de Janeiro, como “paraíbas”; e, em Brasília, como “candangos”. Era assim que eram chamados e ainda são até hoje, em um total desrespeito e falta de humanidade para com um povo ordeiro e trabalhador, que não quer esmola, e sim oportunidade de trabalho.

A Rede Globo de Televisão é a grande responsável por esse preconceito, tendo em vista que sempre mostrou o “chão rachado”, provocado pela escassez de água, e nunca a realidade: não é só de pobreza e crimes que vive o nordestino.

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, que é nordestino, disse, por ocasião do debate presidencial na TV Globo, dois dias antes da votação do segundo turno: “O Nordeste era tratado com desdém, e eu, como sou nordestino, quero que o Nordeste seja tratado com igualdade de condições, como qualquer outra região deste país. Nós merecemos respeito”.

Ser nordestino é ter orgulho das raízes e amor por uma terra que nunca deixa de surpreender. É simplesmente fascinante: uma riqueza cultural, sotaques, sabores, paisagens e um povo que carrega no peito uma alegria e uma coragem únicas.

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