O legado do cantor Ruban
O cantor, compositor, instrumentista e produtor musical Rubens de Queiroz Barra, mais conhecido como Ruban Barra, faleceu no dia 30 de outubro de 2026, aos 76 anos de idade. Ele era irmão do renomado médico Haroldo Barra, que nos deixou há vinte e poucos anos.
Eu, Gilberto Costa, fui amigo pessoal do Dr. Haroldo Barra, médico e general do Exército Brasileiro. Na época em que o conheci, ele detinha a patente de major e ocupava o cargo de relações públicas da Vila Militar, no bairro de Deodoro, Zona Oeste da cidade do Rio de
Janeiro.

Na década de 1980, fui convidado para participar da festa de fim de ano da Vila Militar, juntamente com os cantores Jerry Adriani e Ruban Barra. Na ocasião, o Dr. Haroldo me apresentou seu irmão cantor. Antes do show, almoçamos juntos e, depois, participamos da festa, na qual fomos condecorados com o Diploma de Showman, o primeiro diploma que ganhei como cantor.
Eu, Ruban e Jerry Adriani comandamos a festa e nos divertimos muito.
A minha lembrança de Ruban é muito especial. Naquele evento, ele estava feliz, pois havia emplacado, de uma só vez naquela década, dois sucessos: as músicas “Cinderela” e “Vitrine”.
Ruban fez muito sucesso com essas duas músicas e realizou shows por todo o Brasil. Depois desse período, passou a produzir outros artistas, sem, contudo, deixar de lado a carreira de cantor e compositor. No entanto, não emplacou novos sucessos e ficou fora da mídia.

Eu segui outra estrada e nunca mais tive contato com ele, mas me encontrava sempre com seu irmão. Inclusive, conheci o pai deles, o general Nilton Barra.
Ruban nasceu na cidade de Valença, no estado do Rio de Janeiro, onde foi sepultado.
Sua morte deixa uma lacuna muito grande na música popular brasileira.




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